domingo, 22 de agosto de 2010

Soprando As Velinhas







Faz diferença entre tantas coisas nesta vida
Eu estar ao seu lado,mulher de força e fé,
Sou um cara de muita sorte e considero
Sorte e felicidade ter você
Pois você é meu porto seguro!
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+ Que Palavras

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vamos Cantar Parabéns Prá Yasmim




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Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus. É ter a chance de fazer novos amigos. Aprender e ensinar novas lições. Sorrir e chorar. É tempo de apagar velinhas!

Ame seus amigos, ame o próximo pois assim você será mais amada.

Felicidades, Paz, Amor e Juízo. Que a tua vida navegue sempre em um mar límpido e tranqüilo com a serenidade e a pureza das rosas. Parabéns!

Parabéns pra YASMIM ARAUJO neste mês de julho – dia 7

quinta-feira, 5 de março de 2009

Burricada



Burricada

É manhã de uma segunda feira ensolarada. Dia em que crianças se arrumam para a escola e, pescadores já vão longe mar afora, um jumento solitário passa em frente ao portão de casa. Talvez a procura de pastagem. Pasto e muares tão raro no cenário urbano, ultimamente. Aforismo a parte, voltei meus pensamentos para o passado e as lembranças fluíram nitidamente.

Lembrei-me de outras manhãs em que o apito da Companhia Comercio & Navegação ainda não chamara os empregados ao trabalho. Nem havia movimento na rua, a exceção de um poucos pescadores em direção ao rio. Então eu abria o armazém de Sebastião e começava a varrer a calçada. Logo um burro devidamente arreado chegava e ficava parado em frente. Depois outro que também ficava parado e, logo depois chegava o Seu Zé, ou Zé do Upanema, senhor e dono dos burros. Era um senhor idoso, sério, de modos simples e vinha de Upanema de Cima fazer compras. Essa cena se repetia a semana toda.

Outras manhãs surgiram, outros momentos evocaram-me saudosamente as viagens que fazíamos a Mossoró. A tripulação do carro era dividida em lado direto e lado esquerdo.
Assim, íamos contando os burros que apareciam nas margens da estrada O curioso é que na parte da tarde, parte deles debandava para outro lado da estrada por conta dos mosquitos que começava a aparecer. Vencia o lado que contava mais burro. E, assim a viagem se tornava mais rápida.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ortografando



Ao longo do tempo tenho cultivado o hábito do rádio ligado. Seja no local de trabalho ou em casa. Sintonizando-me, sempre entre a notícia do cotidiano e da música. Considero um passatempo numa mídia que, quase sempre pratico e, não atrapalha nas minhas atividades.

Então, Noticiaram a mudança da ortografia. Agora em prática, outra vez.

Vem daí o meu conhecimento brasileirinho. Digo assim, pois Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, em seus primórdios já falava que no sertão o cablôco tem que aprender uma outra cartilha. Lá, diz êle: “O jota é ji/o erre tem nome de rê/ypisilon lá é pissilone... A música é O ABC do Sertão.

Depois tiraram o ypisilon, o K, mas notei que eles nunca se ausentaram de vez.
Isso sem contar as mudanças ocorridas nas palavras - muitas arranjaram um novo significado, como urso, tísico... E assim como as patacas, vinténs, cruzeiros e cruzados, a nossa ortografia muda pra um recomeço, uma nova era.



Imagem: o Tirol

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A Espera

Quando minha mãe morreu parece que alguém disse:
"senta aí, fique quieto". Fiquei.
Éramos três. Ailson, Adailson e eu.

Meu pai saiu, desapareceu e morreu.
Depois foi Ailson, cinco ou seis anos mais moço. Um irmão que eu nunca vi.
Agora, neste derradeiro mês e dia do ano, a vez de Adailson.

Continuo quieto e esperando.
Creio nunca ter superado a dor da separação.
A vida é uma longa espera

Leia a Liturgia Diária

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Bomba 10 X CAERN 2



A fatura chega sempre, é infalível, No entanto o precioso líquido demora.
Dois meses atrás eu dizia:

Muitas vezes já me perguntei por que as coisas quebram? E sempre obtive respostas de difícel compreensão
As respostas sempre foram as mais evasivas. E foi difícil de entender o porque. Eu cresci ouvindo histórias cujos finais eram sempre com as palavras “...e foram felizes para sempre”. Também escutava muito se gabar da durabilidade das entidade jurídicas, como os estabelecimentos comerciais ou como a instituição do casamento - não havia garantia formal no ato da compra nem na hora do sim. Mas as coisas duravam, resistiam ao tempo. E como duravam.

Acontece. E as coisas ficam velhas e quebram, ou ficam velhas ou quebram por uma lei existente há séculos - o tempo. Tal qual acontece com a gente. O tempo passa e...
Simples e fácil de entender, não?

Agora, por conta de incidente repetidas vezes ocorrido em nossa comunidade, volto a perguntar por que as coisas quebram? E, principalmente por que a bomba da CAERN quebra? Não sei.

Imagem: CostaBrancaNews

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Nosso Tempo


Em 1836, o general Santa Anna e o exército mexicano estão varrendo o Texas. Para poder detê-lo, o general Sam Huston precisa de tempo para criar uma resistência. Tentando obter este tempo, ele ordena que o coronel William Travis defenda uma pequena missão a todo custo na rota dos mexicanos. A pequena tropa de Travis recebe o reforço de grupos que acompanham Jim Bowie e Davy Crockett, mas a situação se torna desesperadora. Travis deixa claro que não haverá vergonha se eles partirem enquanto podem, mas cento e oitenta e dois homens decidem fazer uma resistência heróica no forte Álamo. (sinopse do filme Álamo)

O Tempo urgia e o comandante do Forte Álamo necessitava ganhar tempo, contendo as tropas mexicanas que avançavam desvastadora. Enquanto se preparava para o iminente combate o senhor Parson rezava e dizia: “Agradeço a Deus pelo tempo e pelo lugar. Tempo para viver e um lugar para morrer. É tudo que todos os homens têm. Nem menos nem mais.” (do filme Álamo, produção de 1960, de John Wayne)

Depois de tanto viver, tantos caminhos pecorridos não há como a gente se esquivar a um pensamento respeitante ao tempo. Tempo passado, tempo que não passa e o tempo que tanto nos angustia: o que passa rápido demais.

Em quantas ocasiões ficamos a pensar que o tempo se arrasta. Que os ponteiros do relógio mal saem do lugar. Noutras, em que a felicidade é sentida, que o tempo é eterno. E depois consideramos que o tempo voou, passou rápido demais.

O tempo não precisa de tempo para existir. Nada é duradoro. Só resta as lembranças dos eventos, acontecimentos que marcaram nossas vidas.

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