quinta-feira, 7 de abril de 2011

Triste Partida


Ainda menino e brincando com outros meninos, meus amigos pelas ruas - que eu diria de saudosas memórias tão ternas quanto algodão pelo muito de montes de areias que se espalhava por quase toda a cidade,ofegantes mas sereno, paravamos as brincadeiras e, então ouvíamos os adultos falarem que uma ou outra família se mudava para outra cidade. Era como uma nota de morte, pois o passar do tempo nos mostrava que era uma ida sem retorno. Nunca mais víamos tais pessoas. Ficávamos tristes, muito tristes mesmo.

Hoje, passados tantos anos - tanto viver, o que se escuta é que ”o tempo voa e somos forçados a viajar” Que “Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo...”
E que “A vida tem três fases: nascer, viver e morrer. O homem não se sente nascer; esquece-se de viver e sofre para morrer”

Com o passar do tempo, as incertezas e as angústias próprias da vida vai envolvendo-nos deixando-nos mais fortes, no entanto quando alguém me anuncia a morte de uma pessoa, eu sempre penso numa longa viagem. E volto a me entristecer

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Salão



O salão antigo tinha uma única porta e ficava no meio do quarteirão, do lado do sol, de modo que a tarde o ambiente ficava um calor muito forte e a freguesia escasseava. O corte do meu cabêlo acontecia sempre com êle falando, falando e eu cochilando naquela madorna. Tudo muito rápido. Nem por isso aquele ritual deixava de ser um momento de relax, de descontração.

Supreendeu-me a localização do novo salão. Numa esquina, com duas fachadas - frente e lateral. Muito ventilado e disposto de modo que a cadeira do freguês situava-se no centro, exposta aos passantes. Assim, eu estava aos cumprimentos de amigos que passavam pela calçada do salão. Um em especial veio falar comigo, ex-amigo de mesa de bar, que como eu, também fôra um pouco boêmio.
Já não se conformava com sua ausência àquelas mesas. Eu dizia que já não me sentia tanto desses encontros. Pois da última vêz que entrei em um bar, apesar do ambiente conhecido e familiar, as pessoas já não eram as mesmas. Outros rostos,outros nomes. O tempo, a idade da nossa geração, haviam afastados todos os confrades da sociedade, criando um barreira entre o novo e o antigo. Renovação dos tempos, também.

No decorrer desse nosso colóquio, no 1º dia do salão novo, de temas agradáveis envolvendo nossa turma, nossa cidade, outras pessoas se juntaram e nós, ao final, confessamos sem mágoas: carecemos é de lugar prá conversar, voltar a vida. E nenhum lugar melhor que o novo salão do barbeiro.

domingo, 5 de setembro de 2010

Perfil


Não sou um craque, muito menos atleta de final de semana. Mesmo assim, considero-me integrado ao meio esportivo...

Arisco
Sou um cara que gosta de ler, de ouvir e de meditar.
Arredio ao convívio social, busco a paz interior
Sou aquele cara que todos dizem ter muita sorte
E assim vou superando obstáculos e me achando feliz

Já fui pequeno e hoje sou grande
Não fiz acontecer, mas as coisas aconteceram...
“...Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...”
“...E que esse alguém me peça para que nunca mude...”
“...Que eu seja sempre eu mesmo”

Imagine eu devidamente fardado - calça azul de tergal e camisa amarela tipo "volta ao mundo". É mole, o meu primeiro emprego de carteira assinada e tudo que a legislação me dava direito.
Assim vou sobrevivendo e esperando chegar aos oitenta anos de idade, ou quem sabe mais além, com a memória ativa.

Sei que, eu e Neuma, vivemos uma história pontilhada de emoções, felicidades, correrias e muitas supresas. Como a chegada de netos, que quando dizem “Vô” enche nossos corações de felicidades!

Leituras fragmentadas deixadas aqui e alí

Meu Outro Blogger

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AlterEgo

domingo, 22 de agosto de 2010

Soprando As Velinhas







Faz diferença entre tantas coisas nesta vida
Eu estar ao seu lado,mulher de força e fé,
Sou um cara de muita sorte e considero
Sorte e felicidade ter você
Pois você é meu porto seguro!
virar a página


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+ Que Palavras

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vamos Cantar Parabéns Prá Yasmim




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Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus. É ter a chance de fazer novos amigos. Aprender e ensinar novas lições. Sorrir e chorar. É tempo de apagar velinhas!

Ame seus amigos, ame o próximo pois assim você será mais amada.

Felicidades, Paz, Amor e Juízo. Que a tua vida navegue sempre em um mar límpido e tranqüilo com a serenidade e a pureza das rosas. Parabéns!

Parabéns pra YASMIM ARAUJO neste mês de julho – dia 7

quinta-feira, 5 de março de 2009

Burricada



Burricada

É manhã de uma segunda feira ensolarada. Dia em que crianças se arrumam para a escola e, pescadores já vão longe mar afora, um jumento solitário passa em frente ao portão de casa. Talvez a procura de pastagem. Pasto e muares tão raro no cenário urbano, ultimamente. Aforismo a parte, voltei meus pensamentos para o passado e as lembranças fluíram nitidamente.

Lembrei-me de outras manhãs em que o apito da Companhia Comercio & Navegação ainda não chamara os empregados ao trabalho. Nem havia movimento na rua, a exceção de um poucos pescadores em direção ao rio. Então eu abria o armazém de Sebastião e começava a varrer a calçada. Logo um burro devidamente arreado chegava e ficava parado em frente. Depois outro que também ficava parado e, logo depois chegava o Seu Zé, ou Zé do Upanema, senhor e dono dos burros. Era um senhor idoso, sério, de modos simples e vinha de Upanema de Cima fazer compras. Essa cena se repetia a semana toda.

Outras manhãs surgiram, outros momentos evocaram-me saudosamente as viagens que fazíamos a Mossoró. A tripulação do carro era dividida em lado direto e lado esquerdo.
Assim, íamos contando os burros que apareciam nas margens da estrada O curioso é que na parte da tarde, parte deles debandava para outro lado da estrada por conta dos mosquitos que começava a aparecer. Vencia o lado que contava mais burro. E, assim a viagem se tornava mais rápida.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ortografando



Ao longo do tempo tenho cultivado o hábito do rádio ligado. Seja no local de trabalho ou em casa. Sintonizando-me, sempre entre a notícia do cotidiano e da música. Considero um passatempo numa mídia que, quase sempre pratico e, não atrapalha nas minhas atividades.

Então, Noticiaram a mudança da ortografia. Agora em prática, outra vez.

Vem daí o meu conhecimento brasileirinho. Digo assim, pois Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, em seus primórdios já falava que no sertão o cablôco tem que aprender uma outra cartilha. Lá, diz êle: “O jota é ji/o erre tem nome de rê/ypisilon lá é pissilone... A música é O ABC do Sertão.

Depois tiraram o ypisilon, o K, mas notei que eles nunca se ausentaram de vez.
Isso sem contar as mudanças ocorridas nas palavras - muitas arranjaram um novo significado, como urso, tísico... E assim como as patacas, vinténs, cruzeiros e cruzados, a nossa ortografia muda pra um recomeço, uma nova era.



Imagem: o Tirol